Posted by : Rodrigo Zan terça-feira, 4 de junho de 2013

Enquanto Rhamaro se despedia de Helen em Alpha, do outro lado do continente, no distante Império Ômega, um soldado se aproximava do Palácio Khonoha, localizado no centro do Monte Olímpo, onde se localizava a cidade capital dos deuses olimpianos, .

O Reino de Olimpo era o mais próspero dos três grandes reinos do Império Ômega. Era formado por seis regiões, que hoje conhecemos como Estados dos nossos países. Cada Estado era governado por um dos Deuses Ancestrais, os seis primeiros deuses, nascidos dos Titãs Chronos e Réia.

O Monte Olimpo era governado por Zeus, Senhor e Rei dos deuses olimpianos e considerado o mais influente e poderoso entre os três deuses-reis que governavam os três grandes reinos de Ômega - Olimpo, Duat e Asgard.

Cada reino tinha total autonomia para governar e estabelecer suas leis. Nunca, um reino poderia interferir nos assuntos de outro. Assim, o Olimpo era governado pelo conselho dos Deuses Ancestrais: Zeus, Hades, Poseidon, Hera, Deméter e Héstia, governantes dos Estados do Olimpo.

O soldado aparentava ter seus vinte anos, mas já tinha completado seu primeiro Ciclo. Um ciclo era a soma de mil anos. Depois do primeiro ciclo o guerreiro deus já pode ser contado entre os estrategistas de seu reino, dependendo de suas habilidades.

E foram realmente as habilidades de Burlan que o levaram ao Palácio Khonoha, em uma audiência com ninguém menos que a Marechal dos exércitos do Olimpo, a filha do deus-rei mais poderosa, a deusa Athena.

As muralhas do palácio Khonoha eram imensos, cerca de doze metros de altura. O material usado nos muros era uma mistura de titânio, ouro e vibranium, combinação que resultava em um tom azul esverdeado. Praticamente impenetrável. Apenas armas de adamantium poderiam causar algum dano ao muro.

Os portões, além de utilizarem o mesmo material, eram revestidos por uma grossa camada de ouro, com runas e hieroglifos de proteção ao lado de desenhos de batalhas entre os deuses e os titãs.

Dois guardas guardavam os portões do palácio, mas não eram guardas comuns. O da direita era um centauro gigantesco, da raça nideriana. Burlan sabia seu nome. Todos sabiam o nome do poderoso Zenai. Sua parte homem estava cingida de armadura de prata. Em sua cabeça, um capacete com uma ponta afiada. Na cintura, onde os corpos homem e cavalo se encontravam, um cinto dourado segurava uma bainha prateada. Na bainha, estava guardava uma espada maior que Burlan. A famosa Snaipnich.

Ao seu lado, outro gigante do olimpo, o cíclope Alazor. Em tudo era semelhante a um deus. Moreno, cabelos castanho escuros, armadura prateada com detalhes de bronze. O que o diferenciava era seu único olho azul, cheio de inteligênica, sabedoria e bondade. Suas mãos poderosas destruíam as mais poderosas armas em batalha. Sua clava de prata era poderosa para destruir até escorpiões das profundezas, os mais resistentes habitantes do Érebo.

Eles olharam para o diminuto deus que se aproximava. Zenai acenou com a cabeça enquanto Alazor sorriu para Burlan. O ciclope tinha sido seu mentor nas artes do fogo quando começou seu treinamento, e como descrição não era seu forte, não fazia o mínimo esforço para esconder o orgulho que sentia do pupilo. Afinal, muitos se candidatavam para trabalhar diretamente com a deusa Athena, mas pouquíssimos eram escolhidos. Burlan nem mesmo se candidatou.

Os portões de Khonoha se abriram e Burlan entrou no palácio dourado. O primeiro salão era uma espécie de sala de espera. Imenso, cerca de seis metros de altura, tinha várias cadeiras e sofás organizados, com criados e soldados prontos para servir às necessidades da deusa.

Colunas douradas e artoches iluminavam o lugar, somando sua luz à luz dos três sóis que se erguiam no céu e entravam pelas várias janelas do salão. No fundo do salão, encontravam-se três portas de bronze. A da esquerda, descia até as masmorras de Lord Hades, diretamente abaixo do Monte Olimpo. A da direita, subia até os aposentos privados de Lady Athena e Lady Nike, o braço direito da Marechal.

A porta central, levava por um longo corredor com várias portas, utilizadas pelos doze generais do olimpo. No final do corredor, ficava a sala de reunião de Athena, onde ela se encontrava apenas com seus soldados de maior confiança. E era exatamente pra lá que Burlan recebeu ordens de ir.

Burlan era um rapaz moreno de olhos cor de mel. Seu cabelo era curto, liso e castanho, penteado para o lado direito. Era forte, mas não arrogante. Silencioso na maioria das vezes e humilde nas restantes, podia não ser o deus mais popular de todos, mas com certeza era um dos mais respeitados.

Ele se vestia impecavelmente, com um manto branco de bordas prateadas que cobria todo o seu corpo. No peito trazia um broche dourado, com o simbolo dos dominadores do fogo do lado direito, a Chama do Infiníto; e o simbolo dos dominadores da água do lado esquerdo, a Lágrima do Oceano. Burlan era um dos pouquíssimos deuses que conseguia dominar dois elementos primoridiais, que era u, dos motivos de estar ali hoje pronto para se apresentar diante da senhora da guerra.

Ele se encostou em uma pilastra próxima às portas e esperou. Como se esperando sua chegada, a porta central se abriu. Um outro centauro, esse de tamanho normal (apenas três metros perto de Zenai) saiu pelo salão. Todos os presentes curvaram a cabeça respeitosamente, diante do Senhor dos Centauros, Quíron, o filho de Cronos.

Quíron, diferente de Zenai, não gostava de usar sua armadura. Vestia apenas uma camiseta escrita "Seja um centauro feliz". Certo, não era o que eu esperaria do deus-rei dos híbridos mais poderosos do Império Ômega, mas ninguém era louco de comentar isso, perto ou longe dos ouvidos dele e de seus súditos.

O deus-rei parou em frente a Burlan, que mantinha a cabeça abaixada e analisou o garoto deus. Parecia ontem que este menino começou seu treinamento. Não tinha nem cinco décadas ainda. E aqui estava, um deus com seu Primeiro Ciclo completo.

Quiron era bom em analisar a aura dos imortais. Ele ergueu uma sobrancelha para Burlan, pois notou que ele escondia alguns segredos interessantes. É... Athena fez uma ótima escolha.

- Olá Burlan.

- Senhor Quíron. É uma honra - disse Burlan, só então levantando a cabeça respeitosamente. Quíron era um dos poucos deuses que Burlan realmente respeitava. O garoto já o tinha visto em ação.

- A honra é minha. Vamos. Conduzirei você até a sala de Lady Athena.

Passando pela porta central, eles entraram em um largo corredor, que abrigaria tranquilamente três ciclopes lado a lado. Passaram por várias portas de bronze, depois várias portas de prata. Quíron explicou à Burlan que a matéria prima da porta indicava o nível hierárquico dos comandantes do exército do Olimpo.

Depois de andar uns quinze minutos, passaram por doze portas de ouro. Quíron não precisou dizer nada, pois Burlan logo entendeu que aqueles eram salões dos doze generais do Olimpo, abaixo apenas da Marechal Athena e de seu braço direito, Primeira-General Nike.

Enfim, chegaram em frente à uma porta no final do imenso corredor. Esta porta era feita de ouro, com adornos de prata, bronze e um desenho de uma coruja feito em cristal. Quíron bateu três vezes e esperou. Pouco depois a porta se abriu, sozinha. Quíron olhou para Burlan e acenou com a cabeça. Em seguida, virou-se e entrou na primeira porta a direita.

Essa parte ele teria que encarar sozinho. Respirando fundo, ele entrou no aposento A sala era grande, e no meio havia uma mesa retangular com seis lugares de cada lado, e dois lugares na cabeceira. Nas paredes, quadros dos seis governantes do Olimpo, em molduras cristalinas.

Nas duas cadeiras no centro da mesa, estavam duas mulheres de dois metros e meio. A da esquerda era ruiva, com olhos castanhos. Seu cabelo curto estava escondido pelo elmo de guerra, em forma de uma cabeça de águia. Vestia uma armadura dourada que deixava livre os antebraços e coxas, trabalhada com runas e desenhos de armas. Uma espada de duas mãos pendia de sua cintura. Ela transmitia uma confiança e uma aura muito poderosa.

A mulher da esquerda conseguia transmitir uma presença mais intimidadora ainda, se é que isso era possível. Era loira, olhos azuis, pele morena. Vestia um manto cinza claro e tinha uma tiara dourada na cabeça. Seu olhar transmitia uma confiança enorme, e sabedoria de eras. E era linda, por todos os soberanos, como era linda. Elas saudaram o garoto deus com um aceno da cabeça e ele se ajoelhou sobre uma joelho, ficando com a cabeça baixa. Foi a deusa loira, Marechal do Olimpo, a linda e poderosa Athena, que pediu para ele se levantar e sentar-se na cadeira à direita delas.

- Burlan, obrigado por responder tão prontamente ao meu chamado.

- Eu que agradeço a honra de estar novamente diante daquelas à quem devo mais que a vida.

As deusas sorriram, um sorriso triste em meio à lembranças muito antigas. Burlan mal podia suportar o olhar delas. A deusa da esquerda, Primeira General do Olimpo, deusa Nike, continuou.

- Por favor Burlan, sem formalidades. Diante dos outros sim, mas entre nós, pode se dirigir à nós como Athena e Nike. Afinal, já superamos as formalidades há tempos.

- Nike tem razão Burlan. Você mais do que fez por merecer nossa amizade, não apenas pela sua grande colaboração na guerra contra os Titãs, mas também pelo seu esforço nos treinamentos especiais.

- Certo, obrigado Lady Athena e Lady Nike. Melhor assim? Disse Burlan com um sorriso tímido no rosto. As deusas também sorriram.

- É... é um começo - disse Nike.

- Ok - interrompeu Athena, - vamos ao assunto de nossa reunião. Burlan, preciso apenas que saiba que as informações desta reunião são absolutamente secretas, pois algumas delas não tem 100% de aprovação.

Burlan acenou positivamente, entrelaçou as mãos em baixo do queixo e ouviu sem interromper.

- Todos os no planeta sabem que o Criador Zan criou os Soberanos, um grupo miscigenado de seres poderosos e indestrutíveis, para trazer a paz ao mundo, até então em constante guerra entre os Ancestrais e os Demons. Depois do fim da guerra entre a luz e as trevas, Zan e os Soberanos criaram as raças dominantes: nós, os Deuses e os Anjos. A partir de então, cada império tem cuidado de seus problemas, não interferindo nas decisões do outro. Está a par de tudo isso?

Mais uma vez, Burlan acenou positivamente. Toda essa história era ensinada para todos os deuses nos primeiros anos de vida por seus pais e mestres da Escola do Saber.

- O que ninguém, com exceção do Conselho Divino e nós, aqui nesta sala, é que foi confiado aos Anjos um grande item secreto. Pelo que descobrimos, esse item é suficiente poderoso para destruir tudo que existe e proporcionar aquele que o tiver, poder para recriar o mundo do zero.

Athena esperou que Burlan entendesse a gravidade do assunto, o que não demorou quase nada.

- Você está falando... não, você não pode estar falando daquele item.

- Sim Burlan, estou. O Genesis.

- Mas... isso é loucura. É só uma lenda, uma história.

- Também acreditávamos nisso - disse Nike. Mas nossa inteligência constatou que os Anjos estão de posse desse artefato.

- O que nos foi passado é o seguinte: o Criador Zan, criou o Mundo Éther, nosso planeta, e o resto do universo, logo após criar seus primeiros filhos, os Deuses Primoridiais. Dois dos filhos de Zan, que por acaso eram gêmeos, decidiram morar aqui. São eles os ancestrais de todos os imortais, a Deusa Primordial Maat e o Deus Primordial Isfet.

- Maat e Isfet se apaixonaram, pois a excência de um completava a do outro, e tiveram filhos e filhas, os Deuses Elementais. Esses Deuses Elementais se dividiram entre seres de luz e seres de trevas. Os seres de luz se auto-denominaram Ancestrais, enquanto os seres de trevas foram chamados de Demons.

- As tribos logo começaram a caminhar para lados opostos. Enquanto os Ancestrais cultivavam o crescimento e a prosperidade através do estudo e dominação dos elementos, os Demons mergulharam no estudo das trevas, trabalhando todos os demais elementos através da manipulação da magia escura.

- Para evitar derramamento de sangue entre seus filhos, Maat e Isfet os separam. Criaram uma divisão no Planeta Éther, chamando a habitação dos Ancestrais de Zona da Luz e a habitação dos Demons de Zona Escura, ou Zona das Trevas. Mas infelizmente, isso só serviu para fortalecer as diferenças entre eles.

- Um dia, um grupo de Demons estava caçando próximo aos limites entre os dois territórios. Foi quando sua caça, um chacal negro, fugiu para a Zona da Luz. Como estavam famintos, os Demons invadiram o território. Encontraram o chacal refugiado em uma aldeia dos Ancestrais. Esses em especial, eram amantes dos animais, e estavam encantados com o chacal negro. Recusaram-se então, a entregá-lo aos Demons.

- Os Demons foram embora naquele dia, para voltar depois de três dias com o triplo do seu número. Eles massacraram a aldeia e levaram o chacal negro para se divertirem. O único erro deles foi deixar uma única criança escapar. Ela perambulou da aldeia até a cidade mais próxima, e contou todo o ocorrido. Foi então que começou a Guerra Primerva.

- Sim, isto tudo eu sei - disse Burlan. Mas o que isso tem a ver com o Genesis?

- Calma - disse Nike. Espere um pouco, que Athena dirá.

- Sim- respondeu o Deus. Desculpe-me Lady Athena.

- Tudo bem Burlan. Bom, continuando então. O que os Demons não sabiam, é que os Ancestrais estavam adiantados à possibilidade de uma batalha. Eles tinham um grupo de seres indestrutíveis em treinamento, os Soberanos. Esses seres eram tão formidáveis, que atraíram a curiosidade do próprio Zan, que lhes concedeu um item incrivelmente poderoso, que lhes daria poder e aumentaria suas habilidades, já em muito acima das de seus semelhantes.

- O Genesis - disse Burlan.

- Sim. Foi graças ao Genesis que os Ancestrais e os Soberanos derrotaram os Demons. Quando a batalha terminou, os Três Primeiros Anjos, Mandraque, Urion e Meliat, entregaram em segredo o Genesis para os Anjos. Assim, os outros seres estariam sempre embaixo da sua espécie. Eles só não esperavam que os deuses evoluíssem tanto, ao ponto de criar um império tão poderoso como o Império Ômega.

Eles ficaram em silêncio por alguns minutos. Era muita informação para Burlan processar, e as Deusas sabiam disso. Após um tempo, ele descruzou as mãos e olhou para as deusas.

- Certo. Então, para que eu estou aqui?

- Foi decidido pelo conselho que um grupo seleto de espiões, com grande excelencia na dominação dos elementos, se infiltrasse no Império Alpha e descobrisse tudo que é possível descobrir sobre o Genesis. O que é, para que serve, onde está e como e quando os Anjos pretendem usá-lo.

- E...

- E você Burlan, junto com a Primeira General Nike, estarão à frente desta missão.

Burlan ficou pasmo. Olhou com os olhos arregalados para as deusas. Se ele ia liderar uma missão, ainda mais ao lado de Nike, significava que...

- Isto mesmo que você está pensando.

Athena levantou e foi ate uma porta que dava de frente para Burlan. Até agora ele não tinha visto aquela porta. Abrindo-a, a deusa retirou uma espada em uma bainha dourada. Ela voltou à mesa e entregou a espada para Burlan. Ele sabia o que estava acontecendo. Mesmo sem acreditar, ele levantou-se e tirou a espada da bainha. Era linda. Sua lâmina era de Adamantium dourado. O cabo era de bronze, com inscrições antigas talhadas em toda a sua extensão. A lâmina parecia ter um brilho avermelhado.

Ele olhou para a espada, olhou para as deusas e entregou a espada para Athena. Feito isso ele se ajoelhou sobre o joelho esquerdo. Athena colocou a parte chata da lâmina sobre a cabeça curvada de Burlan.

- Burlan, da casa Fenix, eu o consagro décimo primeiro Maior General do Olimpo. O presenteio com esta espada, forjada nas forjas de meu irmão Hefesto. Ela chama-se Elementor, a única lâmina capaz de ser usada por qualquer elementar, pois foi forjada com os seis principais elementos: Luz, Agua, Terra, Vento, Fogo e Escuridão.

- Levante-se agora, Maior General Burlan, dominador da chama da Fênix e das Águas do Oceano.

E assim, começou a saga de Burlan, o deus que se ajoelhou soldado e levantou-se como um entre os maiores guerreiros do Olimpo.

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